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sábado, 29 de março de 2014

Leitura obrigatória para nós pais e, principalmente, para os filhos.

Um jovem de nível acadêmico excelente, candidatou-se à posição de gerente de uma grande empresa.

Passou a primeira entrevista e o diretor fez a última, tomando a última decisão.

O diretor descobriu, através do currículo, que as suas realizações acadêmicas eram excelentes em todo o percurso, desde o secundário até à pesquisa da pós-graduação e não havia um ano em que não tivesse pontuado com nota máxima.

O diretor perguntou, "Tiveste alguma bolsa na escola?"

O jovem respondeu, "nenhuma".

O diretor perguntou, "Foi seu pai quem pagou as suas mensalidades ?" o jovem respondeu, "O meu pai faleceu quando eu tinha apenas um ano, foi a minha mãe quem pagou as minhas mensalidades."

O diretor perguntou, "Onde trabalha a sua mãe?" - e o jovem respondeu: "A minha mãe lava roupa."

O diretor pediu que o jovem lhe mostrasse as suas mãos. O jovem mostrou um par de mãos macias e perfeitas.

O diretor perguntou, "Alguma vez ajudou sua mãe lavar as roupas?" - o jovem respondeu: "Nunca, a minha mãe sempre quis que eu estudasse e lesse mais livros. Além disso, a minha mãe lava a roupa mais depressa do que eu."

O diretor disse, "Eu tenho um pedido. Hoje, quando voltar, vá e limpe as mãos da sua mãe, em seguida, volte aqui manhã."

O jovem sentiu que a hipótese de obter o emprego era alta. Quando chegou em casa, pediu, feliz, à mãe que o deixasse limpar as suas mãos. A mãe achou estranho, estava feliz, mas com um misto de sentimentos e mostrou as suas mãos ao filho.

O jovem limpou lentamente as mãos da mãe. Uma lágrima escorreu-lhe enquanto o fazia. Era a primeira vez que reparava que as mãos da mãe estavam muito enrugadas e havia demasiadas contusões nas suas mãos. Algumas eram tão dolorosas que a mãe se queixava quando limpava com água.

Esta era a primeira vez que o jovem percebia que este par de mãos que lavavam roupa todo o dia tinham-lhe pago as mensalidades. As contusões nas mãos da mãe eram o preço a pagar pela sua graduação, excelência acadêmica e o seu futuro.
Após acabar de limpar as mãos da mãe, o jovem silenciosamente lavou as restantes roupas pela sua mãe.

Nessa noite, mãe e filho falaram por um longo tempo.

Na manhã seguinte, o jovem foi ao gabinete do diretor.

O diretor percebeu as lágrimas nos olhos do jovem e perguntou, "Então, o que você fez e o que aprendeu ontem em sua casa?"

O jovem respondeu, "Eu limpei as mãos da minha mãe e ainda acabei de lavar as roupas que sobraram."

O diretor pediu, "Por favor, me diga que sentiu."

O jovem disse "Primeiro, agora sei o que é dar valor. Sem a minha mãe, não haveria um eu com sucesso hoje. Segundo, ao trabalhar e ajudar a minha mãe, só agora percebi a dificuldade e dureza que é ter algo pronto. Em terceiro, agora aprecio a importância e valor de uma relação familiar."

O diretor disse, "Isto é o que eu procuro para um gerente. Eu quero recrutar alguém que saiba apreciar a ajuda dos outros, uma pessoa que conheça o sofrimento dos outros para terem as coisas feitas e uma pessoa que não coloque o dinheiro como o seu único objetivo na vida, nem sempre o dinheiro deve está em primeiro lugar, e certamente não é a única coisa no mundo. Está contratado."

Mais tarde, este jovem trabalhou arduamente e recebeu o respeito dos seus subordinados. Todos os empregados trabalhavam diligentemente e como equipe. O desempenho da empresa melhorou tremendamente.

Uma criança que foi protegida e teve habitualmente tudo o que quis se desenvolverá mentalmente e sempre se colocará em primeiro. Ignorará os esforços dos seus pais e quando começar a trabalhar, assumirá que todas as pessoas o devem ouvir e quando se tornar gerente, nunca saberá o sofrimento dos seus empregados e sempre culpará os outros. Para este tipo de pessoas, que podem ser boas academicamente, podem ser bem sucedidas por um tempo, mas eventualmente não sentirão a sensação de objetivo atingido. Irão resmungar, estar cheios de ódio e lutar por mais. 

Se somos esse tipo de pais, estamos realmente a mostrar amor ou estamos a destruir o nosso filho?

Pode-se deixar seu filho viver numa grande casa, comer boas refeições, aprender piano e ver televisão num grande TV em plasma. Mas quando cortar a grama, por favor, deixe-o experienciar isso. Depois da refeição, deixe-o lavar o seu prato juntamente com os seus irmãos e irmãs. Deixe-o guardar seus brinquedos e arrumar sua própria cama. Isto não é porque não tem dinheiro para contratar uma empregada, mas porque o quer é amar e ensinar como deve de ser. Quer que ele entenda que não interessa o quão ricos os seus pais são, pois um dia ele irá envelhecer, tal como a mãe daquele jovem. A coisa mais importante que os seus filhos devem entender é a apreciar o esforço e experiência da dificuldade e aprendizagem da habilidade de trabalhar com os outros para fazer as coisas.

Quais são as pessoas que ficaram com mãos enrugadas por mim?

O valor de nossos pais ...

Um dos mais bonitos textos sobre educação familiar que já li.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Santo é quem deixa Deus conduzir a sua vida.




“A vontade de Deus é que sejais santos” (1Ts 4,3).
Num determinado tempo litúrgico, a Igreja celebra a Solenidade de Todos os Santos. Celebramos os santos canonizados e os não canonizados, todos os que estão na glória de Deus, ou seja, os que fizeram o bem, os que colocaram em prática os ensinamentos de Jesus.
Santos são modelos para nós, são homens e mulheres que assumiram o Evangelho e souberam amar Cristo; hoje, desfrutam a alegria de ver Deus. Mas a santidade não é só para os que já morreram. Todos somos chamados a vivê-la: “A vontade de Deus é que sejais santos” (1Ts 4,3). Ela não é fruto do esforço humano, que procura alcançar Deus com suas forças e até com heroísmo. É um dom do amor de Deus acompanhado da resposta do homem, que acolhe o dom, pois Cristo deu a sua vida pela nossa santificação (cf. Ef 5,25-26).
Deus, na Sua infinita Misericórdia, chama-nos à santidade. Jesus nos ensina que o homem que se reconhece pecador e sabe que só Deus salva está no caminho da santidade (cf. Lc 18, 9-14). Deus ama o pecador, mas não ama o pecado. O Amor de Deus é sem limites, não conhece restrição, envolve tudo, é maior que qualquer pecado: “Onde, porém, se multiplicou o pecado, a graça transbordou” (Rm 5,20).
Deste modo, a santidade não é fruto de um esforço de fazer perder o fôlego, mas a capacidade de ultrapassar nossas próprias condenações, de nos olharmos com o olhar de amor e ternura com que Deus nos olha e continuarmos a fazer o bem no meio de nossa fraqueza. É descer até as profundezas da humildade, reconhecendo a própria fraqueza e pedindo a Deus a graça da santificação: “Basta-te a minha graça, pois é na fraqueza que a força se realiza plenamente” (2Cor 12,9).
A força da santidade vem na medida em que nos esvaziamos e damos espaço para o Espírito Santo de Deus agir e nos santificar, pois santo é quem, ao saber que é acolhido incondicionalmente por Deus, aceita sua fraqueza e se deixa levar por Aquele que o ama, isto é, santo é quem deixa Deus conduzir a sua vida! Sabemos que a esperança não decepciona, por isso nós nos alegramos na esperança da glória de Deus.
Nesta terra, somos peregrinos, somos caminheiros da esperança, caminhamos para o Céu, nossa pátria definitiva.
Não existe vida cristã nem santidade sem vida de oração. A oração tanto pessoal como comunitária é lugar no qual o cristão cultiva sua amizade com Cristo, alimentado pela Palavra e a Eucaristia. A oração diária é sinal do primado da graça no caminho do discípulo missionário. Por isso é necessário aprender a orar.
Vamos rezar pela multidão de santos e santas anônimos, que, na rotina de seu cotidiano, constroem o Reino de Deus. Vamos pedir a Ele a graça de, em meio as nossas fraquezas e pecados, sermos capazes de, cada vez mais, testemunhar a santidade em nosso mundo.

Por Dunga (Comunidade Canção Nova)


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

"Qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu Discípulo!"

I Leitura: Sb 9,13-19
Salmo: Sl 89(90)
II Leitura:  9b-10,12-17
Evangelho: Lc 14,25-33
Irmãos e irmãs, neste Vigésimo Terceiro Domingo do tempo Comum, na primeira leitura do Livro da sabedoria, nós somos questionados:
 "Qual é o homem que pode conhecer os desígnios de Deus? Ou quem pode imaginar o desígnio do Senhor?" Na verdade, os nossos pensamentos são tímidos e nossas reflexões incertas: porque o corpo corruptível torna pesada a alma; é como uma "tenda de Argila" que oprime a mente que pensa. A Sabedoria de Deus nos lembra que mal podemos conhecer o que há na terra, e com muito custo compreendemos o que está  ao alcance de nossas mãos;quem, portanto,investigará o que há nos céus? Alguém teria conhecido o desígnio de Deus, sem que Ele lhe desse a sua "Sabedoria";e do alto lhe enviasse o seu Santo Espirito? Só assim, pela ação santificante do espirito do senhor, tornaram-se retos os caminhos dos humanos que estão na tera, e aprenderam o que agrada ao Altíssimo.É pela sabedoria divina que fomos salvos.Irmãos, com o Salmista nós proclamamos que o Senhor é um refugio para nós.Ele faz voltar ao pó todo mortal, pois mil anos para Ele são como o dia de ontem que passou, como vigília de uma noite que passa. Todos nós passamos como sono da manhã, nós somos iguais a erva verde pelos campos: de manhã floresce vicejante, mas à tarde é cortada e logo seca. Invoquemos o Senhor, que Ele nos ensine a contar nossos dias, e d~e ao nosso coração a sua sabedoria.Invoquemos a piedade e a compaixão do Senhor: Ele nos sacia com seu amor; exultemos de alegria todo o dia. Que a bondade do Senhor Deus repouse sobre cada um de nós e nos conduza à sua "Vida".
Irmãos, na Segunda Leitura da Carta a Filêmon, Paulo,velho e prisioneiro de Cristo Jesus, escreve sobre o Onésimo, gerado para Cristo na prisão:"já não como escravo, mas,muito mais do que isso, como um irmão querido muitíssimo querido para mim quanto mais ele for para ti,tanto como pessoa humana quanto como irmão, no Evangelho segundo Lucas, o Senhor nos diz: "Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos, e irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo."
Quem não carrega sua crua e não caminha atrás do Senhor, naõ pode ser seu discípulo. Se não renunciarmos a tudo o que temos, não podemos ser seus discípulos. O convite é claro, direto e incisivo:não podemos fugir disto. Irmãos, ou servimos aos nosso interesses; ou buscamos o Reino de Deus, ou buscamos o nosso próprio "reino".
Deixemos-nos "arrastar" pelo caminho da cruz do Senhor:este não é um caminho de dor, mas de felicidade;não é um caminho de tristeza, mas de alegria; a submissão total ao Senhor não anula a liberdade humana, mas a eleva ao seu nível mas alto; conformar nossas vidas à vontade do Senhor não diminui a dignidade humana, mas a realidade em seu grau máximo; ter fé e proclamar esta não diminui a nossa "racionalidade", muito pelo contrário, a "Fé" ilumina a "Razão" e faz com que a "Inteligência" humana seja transformada em "Sabedoria" divina. Amém!

Prof.Dr.José Francisco de Assis Dias
Defensor do Vínculo e Promotor de Justiça
Tribunal Eclesiástico Interdiocesano de Maringá-PR

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

A força da modéstia



Nas realidades do mundo vigente, os termos mansidão, humildade, gratuidade e modéstia estão fora de moda. Eles não contam tanto numa cultura globalizada. O destaque maior se volta para as atitudes de ganância, de poder e de vida fácil, dificultando uma prática de simplicidade, de sabedoria divina e de uma consciência saudável, realizada e feliz.
Não podemos privilegiar uma falsa modéstia para conseguir créditos individuais. A maior sabedoria está em Deus, a quem devemos sempre recorrer. Mas isto passa pelas atitudes de simplicidade, pelo que fazemos em benefício dos mais pobres, marginalizados e sofredores. Neles está a grande preferência de Deus, porque têm o coração sensível e aberto para o que é do alto.
Ocupar os primeiros lugares na terra, principalmente com o uso da esperteza, com exploração e injustiça, é dificultar a conquista de espaço na eternidade. A auto-suficiência impiedosa, oposta à humildade, contradiz os ensinamentos da Palavra de Deus e é contra atitudes de receptividade. Esta maneira de agir torna-nos estranhos para Deus, que acolhe os humildes e reprime os orgulhosos.
Muitas ações entre as pessoas são pouco humanas, distantes dos parâmetros que dignificam a todos. Pior ainda são aquelas marcadas pela violência e desrespeito para com a vida. A benevolência é capaz de nos unir a todos, porque tem força de atração e faz bem. É a famosa frase da Sagrada Escritura que diz: “Há mais felicidade em dar do que em receber” (At 20, 35).
A verdadeira felicidade depende da gratuidade. Quem só espera receber, vai viver eternamente frustrado. Modéstia e humildade verdadeiras significam ser consciente da missão de construir com generosidade, de partilhar os dons recebidos. A partilha não é para chamar a atenção sobre si, como o orgulhoso, mas para facilitar a participação dos outros nos dons que recebeu.
Na modéstia, a vida deve ter opções claras por quem mais necessita, superando a prática da cultura capitalista do dar e receber. A modéstia pode até sugerir ações de voluntariado, de prestar serviço sem muita preocupação com recompensa material.
Por Dom Paulo Mendes Peixoto – Arcebispo de Uberaba (MG)

quinta-feira, 4 de julho de 2013

A moça que não topava o pai



Havia, certa vez, uma jovem que não topava o pai. Ela era muito crítica em relação a ele. Chamava-o de quadrado.

Por causa dos estudos, teve de ir morar numa cidade distante. Passou um bom tempo sem visitar a família. Sempre apresentava motivos, que na verdade eram mais desculpas.

Após um ano, ela veio passar as férias em casa. Depois de alguns dias de convivência, achou o pai diferente. Um dia, sem perceber, ela disse: "Pai, como que o senhor evoluiu nestes últimos tempos!"

O pai, com um olhar compreensivo, lhe disse: "Eu não mudei nada, filha. É que agora você tem mais experiência, conhece melhor a vida. Quem mudou foi você, filha!"

Que o bom Deus ajude os filhos a serem mais compreensivos com seus pais, cumprindo assim o quarto mandamento de Lei de Deus: "Honrar pai e mãe".

Adaptação: Pe. Queiroz

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

ONDE ESTAVA DEUS DURANTE A TRAGÉDIA DE SANTA MARIA-RS?



(Padre Juarez)

Minha sobrinha de 18 anos, a mesma idade daqueles que foram mortos nesta tragédia me perguntou à queima roupa: Tio, onde estava Deus na hora do incêndio?
Percebi um misto de revolta e respeito ao me questionar daquela forma. Na verdade ela não entendia porque Deus não havia feito nada afinal ela tinha aprendido, na catequese, que Deus estava ao nosso lado o tempo todo. A dúvida dela é a mesma de milhões de pessoas que ficaram perplexas diante das cenas que se repetiam na televisão. Corpos sem vidas sendo retirados daquele lugar. Jovens com seus futuros interrompidos por uma tragédia. Mas por quê?
Em nossa visão achamos que Deus deveria ter feito algo e apagado o fogo ou, quem sabe, agido de maneira milagrosa para que as paredes da boate caíssem como caíram as muralhas de Jericó. Não, as coisas não acontecem dessa forma.
Ter Deus ao nosso lado não significa que não passaremos pelas dores ou momentos difíceis. A presença de Deus em nossa vida não nos isenta do sofrimento. Viver em Deus não é caminho largo sem dor. A dor e o sofrimento fazem parte da nossa vida por causa da nossa limitação, seremos livres deles totalmente quando, um dia, vivermos em Deus. Mas enquanto caminhamos nesta terra imperfeita e limitada estaremos à mercê do sofrimento e da dor. A diferença está em que aquele que vive uma vida na fé e em Deus encara e supera o sofrimento de forma diferente. O que vive pela fé não é vencido pela dor e pelas tribulações, mas supera tudo isso porque Deus está ao seu lado. Aquele apóstolo também sentiu isso, ele não foi poupado do sofrimento, mas tinha certeza da sua vitória: “Em tudo somos oprimidos, mas não sucumbimos. Vivemos em completa penúria, mas não desesperamos. Somos perseguidos, mas não ficamos desamparados. Somos abatidos, mas não somos destruídos”. (2Cor 4,8-9). Ter Deus ao nosso lado não nos livra da dor, mas nos dá condições de superá-la.
Disse tudo isso à minha sobrinha que ainda permanecia em dúvida e retrucou: “entendi, mas por que Deus não fez alguma coisa para evitar aquilo tudo?”
Sei que esta é a pergunta que todos estão fazendo porque fomos criados pensando que Deus deve fazer tudo por nós. Felizmente não é assim. Digo felizmente porque Deus nos criou para que tivéssemos um relacionamento de amor com ele. Ele nos ama e nós o amamos. Ora, para que isso aconteça deve haver liberdade. Caso contrario não seria amor e sim pura obediência. Amamos a Deus com tanta liberdade que podemos até rejeitá-lo, caso seja essa nossa escolha. Por causa disso Deus não intervém na nossa história a todo o momento. Fazemos o nosso caminho a partir daquilo que apreendemos do seu amor, temos a sua força que nos impele a superar os momentos difíceis, mas não somos parte de um brinquedo de Deus, onde Ele controla tudo com um joystick como se fosse um daqueles joguinhos de computador.
Se acontecerem tragédias, acidentes e ataques terroristas Deus não é o culpado. Até entendo que diante de uma falta de explicação para os fatos tentemos buscar um culpado e não achando ninguém culpamos a Deus. Mas as tragédias acontecem por negligência, por falta de responsabilidade ou porque não se observaram regras básicas de segurança, no caso, acender um artefato explosivo num ambiente fechado. Os acidentes são frutos do desgaste de peças e de falhas humanas e os ataques terroristas, frutos da maldade do coração dos homens. Deus não participa disso.
Mas onde estava Deus? É melhor que mudemos a pergunta pra “Onde está Deus neste momento?”
Deus está nas milhares de pessoas que são solidárias e rezam por essas famílias. Ele está nas centenas de voluntários que se uniram para ajudar. Deus se encontra naqueles que entraram na boate, em chamas, para resgatar os que estavam ali. Deus permanece no coração daqueles que choram e ao mesmo tempo enxuga as lágrimas de um pai ou mãe inconsoláveis. Deus estará no coração de cada parente ou amigo daqueles jovens fazendo com que eles possam retomar as suas vidas. Deus estará na voz daqueles que irão denunciar as péssimas condições de segurança de locais semelhantes à esta boate para que outras tragédias não venham acontecer mais.
Deus deve estar em seu coração neste momento, para que você se una a essas famílias e reze por elas. Deus deve estar em seu coração, neste momento para que você procure alguém que esteja sofrendo para consolar e ajudar.
Deus pode fazer tudo, mas prefere fazer tudo através de você.

Padre Juarez Castro

Li este lindo texto do Pe.Juarez Castro através de um Email da Paula Teixeira ,dos catequistas virtuais e achei tão verdadeiro que por sugestão da Sheila resolvi compartilhar aqui no meu blog,espero que como em mim ele faça maravilhas em todos vocês.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Uma flor rara




Havia uma jovem muito rica, que tinha tudo:
Um marido maravilhoso, filhos perfeitos, um emprego que lhe pagava muitíssimo bem, uma família unida.
O estranho é que ela não conseguia conciliar tudo isso, o trabalho e os afazeres lhe ocupavam todo o tempo e a sua vida estava deficitária em algumas áreas. Se o trabalho lhe consumia muito tempo, ela tirava dos filhos, se surgiam problemas, ela deixava de lado o marido...
E assim, as pessoas que ela amava eram sempre deixadas para depois. Até que um dia, seu pai, um homem muito sábio, lhe deu um presente: uma flor muito cara e raríssima, da qual havia um apenas exemplar em todo o mundo.
E disse a ela:
- Filha, esta flor vai te ajudar muito mais do que você imagina!
Você terá apenas que regá-la e podá-la de vez em quando, ás vezes conversar um pouquinho com ela, e ela te dará em troca esse perfume maravilhoso e essas lindas flores.
A jovem ficou muito emocionada, afinal a flor era de uma beleza sem igual. Mas o tempo foi passando, os problemas surgia, o trabalho consumia todo o seu tempo, e sua vida, que continuava confusa, não lhe permitia cuidar da flor.
Ela chegava em casa, olhava a flor e as flores ainda estavam lá, não mostravam sinal de fraqueza ou morte, apenas estavam lá, lindas, perfumadas. Então ela passava direto. Até que um dia, sem mais nem menos, a flor morreu. Ela chegou em casa e levou um susto!
Estava completamente morta, suas raízes estavam ressecadas, suas flores caídas e suas folhas amarelas.
A jovem chorou muito, e contou a seu pai o que havia acontecido. Seu pai então respondeu:
- Eu já imaginava que isso aconteceria, e eu não posso te dar outra flor, porque não existe outra igual a essa, ela era única, assim como seus filhos, seu marido e sua família. Todos são bênçãos que o Senhor te deu, mas você tem que aprender a regá-los, podá-los e dar atenção a eles, pois assim como a flor, os sentimentos também morrem. Você se acostumou a ver a flor sempre lá, sempre florida, sempre perfumada, e se esqueceu de cuidar dela. Cuide das pessoas que você ama!
E você? Tem cuidado das bênçãos que Deus tem te dado?
Lembre-se da flor, pois como ela são as bênçãos do Senhor: Ele nos dá, mas nós é que temos que cuidar delas.

Autor Desconhecido 


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

A semente da fé


Esta maneira de ensinar era comum na época, mas Jesus se diferenciava dos rabinos, porque Ele queria transformar seus ouvintes, enquanto estes últimos utilizavam a parábola apenas para a interpretação da lei. Falava-se alegoricamente de uma situação semelhante à vida real para que os interlocutores interpretassem a mensagem. Muitas vezes podia se tornar um teste de sabedoria.
Entre os exemplos utilizados pelo Divino Mestre, encontra-se a comparação da pequena semente de mostarda com a fé que os discípulos deveriam possuir: "Os apóstolos disseram ao Senhor: Aumenta-nos a fé! Disse o Senhor: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te no mar, e ela vos obedecerá" (Lc 17,5-6).
Os apóstolos viam a necessidade de aumentar sua fé, pois à medida que Jesus ia lhes revelando o que deveriam fazer, percebiam sua incapacidade de realizá-lo. Por isso, o Mestre "faz menção da mostarda, porque sua semente, ainda quando é pequena, é a mais fecunda de todas. Dá a conhecer, portanto, que um pouco de sua fé pode muito".1
Em outra ocasião, para mostrar a expansão do Reino que Ele veio trazer, Jesus utiliza-se novamente desta sementinha: "Em seguida, propôs-lhes outra parábola: O Reino dos céus é comparado a um grão de mostarda que um homem toma e semeia em seu campo. É esta a menor de todas as sementes, mas, quando cresce, torna-se um arbusto maior que todas as hortaliças, de sorte que os pássaros vêm aninhar-se em seus ramos" (Mt 13,31.32).

Nosso Senhor se refere aqui ao trabalho que os apóstolos iriam realizar a fim de anunciar o Reino de Cristo: "Quis o Senhor com isto dar uma prova de sua grandeza, pois assim exatamente - disse - sucederá com o anúncio do reino de Deus. Em verdade, os discípulos do Senhor eram os mais débeis, os menores entre os homens; mas como havia neles uma grande força, esta se soltou e se difundiu".2 E em sua sombra - a Igreja - muitos pássaros virão abrigar-se. Nesta parábola, os pássaros representam os povos que aceitarão a pregação dos apóstolos e entrarão no Reino de Deus.

Mesmo empregando esta linguagem conhecida na época, muitas vezes, os discípulos Lhe pediam que explicasse a parábola pronunciada, e isto era feito, pois no futuro eles seriam os grandes propagadores deste Reino e fiéis depositários destes dons recebidos do próprio Deus.

Que pelo menos tenhamos a fé do tamanho de uma semente de mostarda, para que a Igreja, através de seus sacramentos, possa regá-la e protegê-la, fazendo-a crescer e frutificar na caridade tanto nesta vida quanto na eternidade.

Por Thiago de Oliveira Geraldo - Professor de Introdução à Sagrada Escritura (ITTA)  

Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/37926-A-semente-da-fe#ixzz2IbcbyS60 
Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.
 

Para todos os Catequistas, que a nossa fé seja como esse pequeno grão de mostarda, e que possamos semear no coração dos nossos catequizando esse grande amor ,que Deus abençoe a todos.



quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Amor ao Semelhante

Senhor,
Como posso amar a todas as as pessoas?
Aos bons e aos maus?
Aos ricos e aos pobres?
Aos que estão perto e aos que estão longe?
As crianças, os jovens e aos velhos?
Aos da minha religião e aos das outras religiões e seitas?
Aos amigos e aos inimigos?
A mim mesmo e ao próprio Deus?
Senhor,
Como posso amar a todos sem fazer distinção?
Sem julgar os méritos?
Sem saber se a pessoa quer o meu amor ou não?
faça como eu faria...
Aos bons e aos amigos eu amo com reciprocidade e desejo de perseverança.
Aos maus e aos inimigos eu amo na tentativa de faze-lo ver que a maldade e a vingança não trazem felicidades.
Aos ricos eu amo na esperança de faze-lo ver a importância do repartir.
Aos pobres eu amo estimulando-os a lutarem pelos seus direitos e pela felicidade.
Aos que estão perto eu amo quando exalto as suas virtudes e suporto as suas falhas sem ar de condenação.
Aos que estão longe eu amo na esperança de vê-los contribuírem para que a construção e transformação de um mundo melhor e mais humano.
As crianças eu amo quando adquiro um coração semelhante aos delas.
Os jovens eu amo quando os escuto e apoio as suas idéias sobre o amor.
Os velhos eu amo quando acolho seus sábios conselhos e cuido das suas enfermidades com paciência.
Aos da minha religião e aos das outras religiões e seitas, eu amo quando entendo que todos, independente da religião,podem ser um instrumento santo nas mãos de Deus.
A mim mesmo eu amo quando consigo estimular todo o meu ser a glorificar a Deus através dos dons que Ele me confiou.
E a Deus eu amo  em cada gesto de tudo que eu fizer de bom a meu semelhante, porque como São João diz: Ninguém pode amar a Deus que não vê, se não amar ao próximo que vê.
E neste tempo de advento que nossos corações e atitudes nos levem a cada dia a presença e ao amor de Deus.



quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Santo Agostinho


Em um mundo cada vez mais relativista não é difícil buscarmos a verdade em lugares errados. E para isso, Santo Agostinho é um grande exemplo na atualidade. Ele foi um homem que nunca viveu na superficialidade. Sua busca inquieta e constante da Verdade é uma das características fundamentais de sua existência.
Como muitos, ele pensava em encontrar a Verdade no prestígio, na posse das coisas e na promessa de felicidade imediata. Ele cometeu vários erros, mas nunca parou nunca se satisfez com aquilo que lhe dava apenas um vislumbre de luz. Ao contrário, quando olhou para o seu íntimo, Agostinho percebeu que aquela Verdade, o Deus que buscava, sempre esteve ao seu lado e nunca o tinha abandonado (Confissões, livro III).
Hoje, quando parece que vivemos na superficialidade, com medo de buscar a Verdade, gostaria de me valer das palavras de Bento XVI e dizer a todos que não tenham medo da Verdade, não interrompam o caminho para ela, não deixem de buscar a verdade profunda sobre si e sobre as coisas, com os olhos interiores do coração. Deus não falhará em oferecer a Luz para fazer ver e Calor para fazer sentir ao coração que ama e que deseja ser amado.
Deus, que nos ama imensamente, o abençoe.
Padre Reginaldo Manzotti

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Entrega tudo na mão divina


Deus me pediu um poema sobre as Belezas da Criação, e eu me coloquei a falar das coisas que Ele criou ...

Falei do sol... Senti Suas mãos me aquecendo...

Falei da lua... Senti Seu brilho me envolvendo...

Falei da noite... Senti sobre mim Seu manto de estrelas...

Falei de todo o verde do planeta... Senti Seu sopro de esperança...

Falei das águas... Senti Seu mergulho no mistério do meu coração...

Falei do céu... Senti Seu azul a me proteger...

Falei do fogo... Senti Sua chama queimando-me as mágoas...

Falei do ar... Senti Seu sopro divino a me renovar...

Aqui está o poema que me pediste, espero que aproves tudo o que escrevi.

E Deus responde: "Prossegue... tu não falaste de ti".

Muitas vezes agimos assim perante Deus, falamos de tudo, sobre os problemas, as pessoas, as dificuldades,
mas deixamos de depositar em seu Coração a nossa vida. Precisamos nos abandonar em suas Mãos...

Padre Marcelo Rossi

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Jesus Cristo é o centro da nossa vida – 2ª Parte


Jesus Cristo é a manifestação plena do amor radical que se entrega, não somente pelos justos, mas, também, pelos pecadores: (Romanos 5,8).
Seu desejo de salvação não é somente aguardar os que o buscam. Jesus é incessante e eterna entrega, de si mesmo para o outro. É o convite contínuo para todos nós, e por meio de nós a toda a humanidade, para segui-lo em meio às diferenças e desencontros.

Consequentemente, as atitudes de alteridade e gratuidade marcam a vida do catequista.

Alteridade se refere ao outro, ao próximo, àquele que em Jesus Cristo, é meu irmão e minha irmã, mesmo estando do outro lado do planeta. É o reconhecimento que o outro é diferente de mim e esta diferença nos distingue, mas não nos afasta.

As diferenças nos atraem e nos complementam, convidando-nos ao respeito mútuo, ao encontro, ao diálogo, à partilha, ao intercâmbio de vida e solidariedade. Fechar-se no isolamento, no individualismo e em atitudes que transformam pessoas em mercadorias, é cair no pecado da idolatria e semear infelicidade. A vida só se ganha na entrega, na doação. Preservar-se é, em Jesus Cristo, auto entregar-se: (Mateus 10,38).

Todo relacionamento é igualmente chamado a acontecer na gratuidade. A semelhança de Cristo que, saindo de si, foi ao encontro dos outros, nada esperando em troca: “Filipenses 2,5”. O catequista é chamado a questionar um mundo que se constrói a partir da mentalidade do lucro e do mercado, atitudes que geram violência, vingança, guerra e destruição: (Mateus 6, 24-25).

Gratuidade significa amar em Jesus Cristo, o irmão e a irmã, respondendo através de atitudes fraternas e solidárias, a grande questão proposta a Jesus: (Lucas 10,29). Significa cortar a raiz mais profunda da violência, da exclusão, da exploração, do pensar em si mesmo buscando sempre a retribuição e interesse próprio.

Gratuidade e alteridade, como expressões de amor, são fontes de paz, reconciliação, de perdão, que é o ápice da nova Lei. Ela leva a amar o inimigo, o que não é pactuar com a impunidade, corrupção e com todas as formas de desrespeito aos direitos básicos de toda a pessoa.

A gratuidade e alteridade levam o catequista a angustiar-se diante da inércia, da omissão dos responsáveis em tomar atitudes que superem o mal existente. Isto, porém, não impede o catequista do ideal do perdão e da reconciliação.

Gratuidade e alteridade são os modos de compreender o que há de mais decisivo em Jesus Cristo: a saída de si, rumo à humanidade marcada pelo pecado, fonte de dor e morte.

É por aí que Jesus Cristo vai se tornando centro da nossa vida. É por aí que se tem experiência de Deus, o encontro com o Senhor.

Biblicamente o profeta experimentava Deus, quando, olhando a realidade dura, sentia um apelo de Deus na Palavra, e respondia a esse apelo com gesto de amor em prol da vida.

É, pois, motivado pela atitude constante de ida ao encontro do outro que o catequista contempla a realidade, não desejando que ela se encaixe em suas expectativas, mas encarnando-se na realidade, ele discerne as exigências do Reino de Deus e trabalha para que esse Reino cresça cada vez mais.


Jesus nos amor até o fim. Por isso, a fidelidade do catequista é uma das maiores provas do seu amor ao mestre.





Texto  Dom Fernando Penteado( Retiro das catequistas da Paróquia Santo Antônio de Pádua)


sexta-feira, 6 de julho de 2012

Jesus Cristo é o centro da nossa vida - 1ª parte


Jesus Cristo é o centro da nossa vida
Cristo é superior aos anjos: “Hebreus 1, 1-2”.

Hoje o mesmo Deus continua a nos falar por Jesus Cristo e também de muitas maneiras: no silêncio, no retiro, no sofrimento, na tristeza, na perseguição, na noite escura do espírito que nos faz gritar: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”.

Paulo insiste que em meio às tribulações nossa resposta será norteada pelo amor: “1 Coríntios 4, 12-13”. Nas horas escuras é só a oração que nos sustenta e nos faz perseverar. Jesus rezou do alto da cruz: “Lucas 23, 46”.

Outra maneira de Deus nos falar é ouvir o próximo, dar ouvido ao clamor do povo, ir ao encontro dos que choram e se debatem na extrema miséria, do que é oprimido, explorado, expulso de sua terra, desrespeitado nos seus direitos, do detento na prisão. Tudo isso nos faz rezar, nos faz encontrar o Senhor.

O Papa Bento XVI – encíclica “Deus cáritas est” afirma: “Para a Igreja, a caridade não é uma espécie de atividade de assistência social – que se poderia deixar a outros, mas pertence à sua natureza. É expressão irrenunciável da sua própria essência”.

As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora apresentam a Palavra, os Sacramentos e a Caridade como fontes de vida da Igreja. Destacam que a caridade é o “centro da vida cristã”. Aqui se encontra o distintivo dos cristãos, nas palavras do próprio Cristo: “João 15, 9-13”.

Por isso, a Conferência de Aparecida assumiu com força nova a opção pelos pobres, Dap. 399. Nunca podemos tapar os nossos ouvidos diante do clamor ao próximo. É Deus que nos fala através do oprimido. O fundamento de tudo isso é Jesus Cristo, que é o centro de nossa vida.

Todos e construtores, de nós mesmos, da sociedade, da Igreja, o importante é construirmos sobre a rocha como recomenda Jesus: “Mateus 7, 24-25”. Construir sobre a rocha é fixar a mente em Jesus Cristo: “Hebreus 3,1”. Fixar é aderir, firmar, assimilar. Essa é a nossa meta, a finalidade da nossa vida. Este retiro é uma oportunidade para isso. Vejam a pregação de João Batista: “Marcos 1, 1-5”, convidando o povo a acolher, aderir, firmar-se em Jesus Cristo. Preparem o caminho, endireitem suas estradas.

Ele vem. Ele traz o perdão, conversão, vida e nos faz renascer. Ele é a razão de estarmos aqui. Para isso é necessário o encontro que transforma e que converte. É como o homem que encontra o seu tesouro: “Mateus 13, 44-46”.

Para isso é necessário em primeiro lugar o encontro: “Marcos 1, 16-20”. Jesus vê Simão e André lançando redes. Foi para isso que Jesus os chamava para lançar as redes, ser missionários. Qual a condição? Deixarem à barca e a rede, o que possuíam.

João e Tiago estão consertando as redes. Elas se rompem com os atritos. Assim também é a nossa vida... é necessário reatarmos os laços com Jesus Cristo. Mas não podemos parar por aí, só consertando as redes a vida inteira. Hoje, esse é o grande perigo: uma religião somente de sentimentos e devocionismo.

texto de Dom Fernando Penteado (Retiro de catequistas da Paróquia Santo Antônio de Pádua)

domingo, 1 de julho de 2012

Apenas Expressões?


As pessoas podem duvidar daquilo que você diz, mas elas acreditam naquilo que você faz. Lewis Cass

Uma expressão de amor pode ser algo bonito e comovente, mas uma expressão de amor não é necessariamente a prática do amor. Expressar suas intenções, seus alvos, suas esperanças e seus sonhos pode ser uma expressão de amor; pode até mesmo ser algo bonito e cativante, mas ainda não é amor. A concretização dessas intenções, ou desses sonhos e anseios, requer compromisso, sacrificio e um foco contínuo.
Amor é mais do que dizer “Eu te amo”. Realizações práticas consistem em mais do que prometer “Eu vou fazer isso ou aquilo”. Ser sensível às necessidades das pessoas é mais do que dizer: “Eu me preocupo com você”. Não importa quão profunda seja a expressão; ela tem que ser efetivada mediante ação, uma ação eficiente e significativa.
A melhor maneira de enviar uma clara e determinante mensagem é fazer uma diferença real e prática. Em resumo, a mais significativa expressão não vem por meio daquilo que você diz ou como você vai aparecer dentro do processo. A verdadeira expressão está na forma e na medida como você investe tempo, energia e sacrifício pessoal.

Para Meditação:
Se um irmão ou irmã estiverem carecidos (...) e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso? Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta. Tiago 2:16-17

Padre Alberto Gonzaga Almeida

Que todos tenham um Santo e Abençoado  Domingo.

sábado, 2 de junho de 2012

Reflexão - Solenidade Santíssima Trindade


Celebramos a Festa da Santíssima Trindade. Como nos fala a primeira leitura“Existe, porventura, algum povo que tenha ouvido a voz de Deus?”. É Deus que se revela e dentro desse processo que levou quase dois mil anos – de Abraão até Jesus – Ele se deu a conhecer. Diante da incapacidade da pessoa humana de chegar até Deus por causa do Pecado, Deus se apresenta ao homem e se revela chamando-o a uma comunhão de vida. Esta festa nos reporta ao Deus do amor e da misericórdia que “vem em socorro de nossa fraqueza” (Rom 8,26). Assim participamos de um MISTÉRIO. Deus nos achou dignos de receber a revelação do mais intimo d’Ele – Um Deus em três pessoas, sendo cada um, um Deus por inteiro – grande mistério que apesar de não conseguirmos compreender, conseguimos aceitar. 
Aceitamos por que o próprio Espírito Santo nos convence desta verdade e vivemos com ele e O absorvemos em nossa vida e participamos da vida das Três Pessoas de forma tão normal que é como se entendêssemos o mistério.
Mas vejamos Jesus manda batizar: “‘em nome’ do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e não ‘nos nomes’ destes três, pois só existe um Deus, o Pai Todo-Poderoso, seu Filho Único e o Espírito Santo: a Santíssima Trindade”. (CEC 232). Assim o Senhor declara quem, e como é o nosso Deus. Certamente é um mistério, mas vejamos é mistério por ser ininteligível e não por ser absurdo. Deparamos diante de uma grande muralha como algo intransponível, imenso, incomensurável, incompreensível, mas palpável, tocamos no mistério, o Pai, o Filho e o Espírito Santo é uma realidade em nosso meio e diante desta realidade só temos um ato a ser realizado – nos dobrarmos, reverenciar e adorar o eterno que se faz presente em nosso meio. Somos os mais agraciados e achados dignos, pela misericórdia do Pai, para participarmos de tão grande mistério assim São Paulo nos fala “recebestes um espírito de filhos adotivos, no qual todos nós clamamos: Abá - ó Pai!”.
Clame em seu coração – Abá, Papai, Papaizinho – Estou aqui e te declaro MEU PAI, obrigado por me achar digno de tão grande graça e poder te chamar de Pai, obrigado pelo Filho que me deu esta condição, obrigado pelo Espírito que me revela esta verdade e me faz experimentar o céu em meu coração. O Céu me toca e vejo que a distância entre mim e a Glória eterna é ter a Trindade em minha vida. Já estou na eternidade.
Parece absurdo, mas cada instante de nossa vida pode ser um momento eterno depende de como vivemos e onde colocamos nossa vida. Seja de Deus e permita que Deus seja tudo em você. E para completar, vivamos o que o Senhor nos manda: “Guarda suas leis e seus mandamentos que hoje te prescrevo, para que sejas feliz, tu e teus filhos depois de ti, e vivas longos dias sobre a terra que o Senhor teu Deus te vai dar para sempre”. A obediência aos mandamentos de Deus faz resplandecer a glória de Deus em nós.
Precisamos caminhar.
Antonio ComDeus

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Sentindo na pele...

... foi como classifiquei a minha triste experiência com a saúde pública aqui no estado do Rio de Janeiro, cidade "Maravilhosa" onde eu vivo, isso justamente no ano em que a campanha da fraternidade teve como tema "Fraternidade e saúde pública".pude vivenciar o que na teoria tentei explicar as minhas crianças da catequese, explicar foi bem mas fácil posso garantir.Vou relatar a vocês a minha experiência.
No último dia 24/04/2012, dei entrada na emergência do Hospital Federal de Bonsucesso as 18:00h com fortes dores de estomago,vomito e febre, fui atendida pelo médico as 22:40h, o médico que me atendeu pediu exame de sangue e uma tomografia, exames na mão foi diagnosticado que o meu problema era vesícula e que eu teria que ser operada o quanto antes,fui encaminhada para o cirurgião que constatou o que o clínico havia me dito,me informou que eu ia ser internada,mas que infelizmente a internação seria sentada numa cadeira,pois não havia leitos,fiquei exatamente 14 dias sentada numa cadeira,num lugar extremamente frio sentido dor,as pernas inchadas,mas sabia se fosse para casa,mas tarde acabaria tendo que voltar e passar pelo mesmo processo, então como apesar de tudo estava sendo medicada e aguardando a cirurgia resolvi ficar e aguardar, talvez vocês não possam imaginar a minha angustia,mas havia pessoas em estado bem pior que eu se submetendo a tudo aquilo para ter um atendimento médico,pessoas que como eu precisa do pouco que aqueles médicos e enfermeiros pudiam nos oferecer para que mesmo naquelas condições nos sentíssemos um pouco melhor.E a cada instante chegava mais gente,para que vocês tenham um ideia teve dias em que os médicos fechavam o serviço de emergência por não ter mas espaço físico para por as pessoas,olhava tudo e me perguntava o porque de tudo aquilo estar acontecendo para mim e para minha família,para aquelas pessoas que como eu estava ali,foram dias de agonia,lagrimas e sofrimento,tive um anjo que prefere ser chamada de amiga,sim a melhor que alguém pode ter,pois esteve ao meu lado o tempo todo,me dando força,orando e me trazendo muita paz para que eu conseguisse esperar, e graças ao meu bom Deus, chegou ao fim no dia 07/05/2012 quando finalmente fiz a cirurgia que estava esperando,mas para que isso acontecesse, contei com a ajuda de pessoas maravilhosas, que se indignaram com o que estava acontecendo e tomaram algumas providencias para que a cirurgia fosse feita,paro e penso e aquela gente toda que não tem quem as ajude,e me pergunto o porque temos que sofrer tanto,por algo que nos é de direito.
E assim meus amigos, estou me recuperando não só da cirurgia mas sim de todo essa angustia e sofrimento que classifiquei como "Sentindo na pele".



Está é a melhor pessoa que eu já tive o prazer de conhecer e conviver.minha amiga,irmã,parceira...
Nelma Rodrigues.
Obrigado por tudo!!

sábado, 14 de abril de 2012

Festa da Misericórdia

Neste Domingo, celebraremos a Festa da Misericórdia. Quando eu conheci a devoção de Jesus Misericordioso, através do Diário de Santa Faustina Kowalska, confesso que fui tocado profundamente. E como não ficar apaixonado quando nos deparamos com a imensa misericórdia de Deus?
O próprio Jesus manifestou o desejo de que esta festa acontecesse no primeiro domingo depois da Páscoa (Diário 50) e que seria um dia de muitas graças derramadas: "Desejo que a Festa de Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores. Nesse dia estão abertas as entranhas da minha Misericórdia. Derramo todo o mar de graças nas almas que se aproximarem da fonte da minha Misericórdia." (Diário, 699).
Por isso, transcrevo aqui, como disse nos “Sinais do Sagrado", a oração da Divina Misericórdia, que rezo todos os dias, me dedicando inteiramente a essa devoção.


ORAÇÃO DE JESUS MISERICORDIOSO

Ó Deus de grande misericórdia, bondade infinita, eis que hoje, neste novenário perpétuo, venho suplicar as graças necessárias para mim e para meus familiares.
(faça o seu pedido)
Ó Senhor, aumentai em nós sem cessar a Vossa misericórdia, a fim de que possamos cumprir fielmente a Vossa santa vontade durante toda a nossa vida, e na hora da morte que o poder da Vossa misericórdia nos defenda dos ataques dos inimigos da nossa salvação. Jesus é a nossa confiança, pelo seu coração misericordioso, como uma porta aberta, esperou entrar no céu. Amém.
Que Deus, na sua infinita misericórdia, abençoe você e toda a sua família.

Padre Reginaldo Manzotti



Meditemos com o Salmo 118


- Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! "Eterna é a sua misericórdia!" O Senhor é minha força e o meu canto, e tornou-se para mim o Salvador. “Clamores de alegria e de vitória ressoem pelas tendas dos fiéis”.

R: Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes.

- A mão direita do Senhor fez maravilhas, a mão direita do Senhor me levantou, a mão direita do Senhor fez maravilhas! O Senhor severamente me provou, mas não me abandonou às mãos da morte.

R: Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes.

- Abri-me vós, abri-me as portas da justiça: quero entrar para dar graças ao Senhor! "Sim, esta é a porta do Senhor, por ela só os justos entrarão!" Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ou­vis­tes e vos tornastes para mim o Salvador!

R: Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes.

 Que este Domingo seja repleto de benção em suas vidas.Bom e abençoado domingo.




segunda-feira, 12 de março de 2012

Fé por interesse


A religião do comércio de quem busca na Igreja títulos,votos,carreiras,honras,status, privilégios,utilizando-se de Deus para suas desonestidades,fazendo da prática religiosa um álibi para seus erros ou,simplesmente buscando a fé por interesse como na chamada teologia da prosperidade, tão em voga em nossos dias em discutíveis denominações religiosas.
Em nosso caminho quaresmal, Jesus nos mostra que Deus não é um cúmplice  que fecha os olhos às nossas injustiças, mas um Pai bondoso que nos indica e caminha conosco na vida da retidão.
Por isso meus amados façamos nossa conversão quaresmal com os olhos voltados para as coisas de Deus e não as do mundo que nos tem oferecido tantas atrações que não pertence ao Senhor.
Paz e bem!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

«Compadecido deste homem, Jesus estendeu a mão e tocou-o»


Os pobres têm sede de água, mas também de paz, de verdade e de justiça. Os pobres estão nus e têm necessidade de roupas, mas também de dignidade humana e de compaixão para com os pecadores. Os pobres estão sem abrigo e têm necessidade de um abrigo feito de tijolos, mas também de um coração alegre, compassivo e cheio de amor. Eles estão doentes e têm necessidade de cuidados médicos, mas também de uma mão amiga e de um sorriso acolhedor.

Os excluídos, os que são rejeitados, os que não são amados, os prisioneiros, os alcoólicos, os moribundos, os que estão sós e abandonados, os marginalizados, os intocáveis e os leprosos [...], os que estão na dúvida e confusos, os que não foram tocados pela luz de Cristo, os que têm fome da palavra e da paz de Deus, as almas tristes e angustiadas [...], os que são um fardo para a sociedade, os que perderam toda a esperança e a fé na vida, os que esqueceram como se sorri e os que já não sabem o que é receber um pouco de calor humano, um gesto de amor e de amizade - todos eles se voltam para nós para serem reconfortados. Se lhes viramos as costas, viramos as costas a Cristo.

Beata Teresa de Calcutá (1910-1997)
Fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade - Carta às suas colaboradoras de 10/04/1974

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Tome muito cuidado com o que fala.




A palavra é o instrumento que Deus lhe dá para se comunicar com os seus semelhantes e para transmitir a força do seu pensamento e do seu coração.
Mas, lembre-se de que a palavra é como espada de dois gumes: tanto pode edificar como destruir.
Se você fizer dela uso como instrumento do amor, da verdade, da justiça, ela lhe será uma bênção divina.
Se, ao contrário, dela você se utilizar para a infâmia, a injúria e a calúnia, tenha certeza de que ela se voltará contra a sua consciência e o castigará de forma impiedosa.

Por isso amados, por favor, vivam  esse amor incondicional, seja da melhor forma possível e impossível, você verá como vale a pena.

Vivamos o Amor, para que possamos ser abençoados. Tenham todos um maravilhoso dia!