Mostrando postagens com marcador Quaresma. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Quaresma. Mostrar todas as postagens

sábado, 24 de março de 2012

Reflexão 5º Domingo da Quaresma - 2012


Neste fim de semana somos convidados e refletir mais uma vez sobre o pecado que rompe com Deus e Deus que vem em socorro do homem. “...imprimirei minha lei em suas entranhas, e hei de inscrevê-la em seu coração; serei seu Deus e eles serão meu povo”. Deus já fez muitas alianças com seu povo e estes rompem as alianças voltando a sua face contra Deus na degradação da vida social envolta no pecado. Mas neste texto Deus fala pelo profeta que fará uma aliança definitiva. E diz: “todos me reconhecerão, do menor ao maior deles”.  Não será mais aliança escrita em pedra, mas no coração. Deus estava anunciando o evento Cristo que só aconteceram seis séculos depois. Vemos também que o Senhor promete seu Espírito que estará no coração do homem e lhe ensinará todas as coisas. Nosso Deus é persistente e não desiste de seu povo.
Esta promessa se cumpre em Jesus. A segunda leitura nos coloca que: “Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus por aquilo que ele sofreu”. Foi na obediência ao Pai que Cristo nos conquistou a salvação. O que é para nós obedecer? Como estamos em nossa obediência a Palavra de Deus? Obedecer significa “submeter livremente”. Estamos nos submetendo à Palavra revelada? Pelo menos conhecemos o que Deus nos revelou? Infelizmente para a maioria das pessoas a fé é feita do “achometro”, diz que entende, mas na verdade “acha que é assim, acha que é assado”, mas não conhece o que Deus levou dois mil anos para se revelar. É um despropósito e uma grande falta de educação para com Deus não estudar toda a Economia da Salvação. Precisamos mudar conhecer mais “a fundo” a Palavra, e ter claro qual é o propósito de Deus para a “minha vida”, o que Deus espera de mim? Qual foi o motivo d’Ele ter me criado? Vamos rever esses critérios em nossa vida.

Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo”. Afinal o que somos nós, apenas uma semente ou uma árvore? Nem árvore, nem semente. Estamos em fase de sermos semente, estamos em formação, adquirindo conhecimento e nos aperfeiçoando em nossa caminhada neste mundo e em tudo o que vamos abstraindo em nossa vivência fruto de nossa relação com o outro, com Deus e conosco mesmo vai nos transformando em uma semente que deve a cada momento morrer para si mesmo para que a luz de Deus brilhe em cada área de nossa vida. Oxalá quando chegar à hora de partir deste mundo estejamos acabado e pronto para que nos tornemos uma grande árvore por toda eternidade. Diz-nos Paulo: “Assim também é a ressurreição dos mortos. Semeado na corrupção, o corpo ressuscita incorruptível; semeado no desprezo, ressuscita glorioso; semeado na fraqueza, ressuscita vigoroso; semeado corpo animal, ressuscita corpo espiritual. Se há um corpo animal, também há um espiritual. Como está escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente (Gn 2,7); o segundo Adão é espírito vivificante. Mas não é o espiritual que vem primeiro, e sim o animal; o espiritual vem depois. O primeiro homem, tirado da terra, é terreno; o segundo veio do céu. Qual o homem terreno, tais os homens terrenos; e qual o homem celestial, tais os homens celestiais. Assim como reproduzimos em nós as feições do homem terreno, precisamos reproduzir as feições do homem celestial”. (1 Cor 15, 42-49). Assim vemos no evangelho – “Quem se apega à sua vida, perde-a; mas quem faz pouca conta de sua vida neste mundo conservá-la-á para a vida eterna”.
Vejo que temos muito que refletir nesta quaresma, talvez já tenhamos lutado muito neste mundo buscando as coisas materiais, que em si são boas, mas não podemos deixar de investir em nossa vida espiritual, afinal o que vai ficar no depois deste mundo é a árvore que está em potência dentro da semente que somos cada um de nós. E esta só vamos conhecer em toda a sua dimensão após a morte, hoje fica em nós o empenho de sermos melhor e a esperança que Deus realizará em nós suas promessas, certamente a parte do Senhor será feita com muita propriedade, então só depende de nós. Esta vida é um estágio, qual será a “nota” de nosso exame final?
Boa prova!
Antonio ComDeus






sexta-feira, 23 de março de 2012

A Quaresma, sobretudo na Semana Santa,é uma época oportuna para acompanharmos as dores de Nossa Senhora.Convidamos vocês para estarmos ao lado da virgem dolorosa em sete das dores que ela teve.As dores d'Ela foram muitas , imensas...



Coroa das Sete Dores de Nossa Senhora
A Coroa das Sete Dores de Nossa Senhora relembra as principais dores que a Virgem Maria sofreu em sua vida terrena, culminando com a paixão, morte e sepultamento de Seu Divino Filho. E junto à Cruz que a Mãe de Jesus torna-se Mãe de todos os homens e do corpo Místico de Cristo: a Igreja Católica. Unir-se às dores de Maria é unir-se também às dores de Nosso Senhor Jesus Cristo.
No início reza-se o Creio, o Pai Nosso e 3 Ave-Marias. Para cada dor de Maria deve-se rezar 1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai.
Primeira Dor de Nossa Senhora:
A Apresentação de Jesus no Templo e a profecia de Simeão
Ao apresentar o Menino Jesus no Templo, Maria encontrou Simeão que proferiu a seguinte profecia: "Eis que este menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel, e a ser um sinal que provocará contradições, a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações. E uma espada transpassará a tua alma (Lc 2, 34-35)
Unidos à dor que Maria sentiu nessa ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência todas as dores de nossas vidas, e para nos mantermos afastados do pecado.
1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai.

Segunda Dor de Nossa Senhora:
A fuga para o Egito
Após o nascimento de Jesus, o Rei Herodes quis matá-lo e, por causa disso, um anjo do Senhor apareceu a São José e disse: "Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito; fica lá até que eu te avise". Obediente, "José levantou-se durante a noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egito." (Mt 2, 13-14).
Unidos à dor que Maria sentiu nessa ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência as dores de nossas vidas, e para nos mantermos afastados do pecado.
1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai.





Terceira Dor de Nossa Senhora:
A perda do Menino Jesus no Templo
Terminada a festa da Páscoa, o Menino Jesus ficou em Jerusalém sem que seus pais o percebessem. Três dias depois o acharam no templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. (Lc 2, 43-50)
Unidos à dor que Maria sentiu nesta ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência todas as dores de nossas vidas, e para nos mantermos afastados do pecado.
1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai

Quarta Dor de Nossa Senhora:
O encontro com Jesus no Caminho do Calvário
Um dos momentos mais pungentes da Paixão é o encontro de Jesus com Sua Mãe no caminho do Calvário. As lágrimas que Maria deramou na ocasião, a troca de olhar com o Filho, a constatação das crueldades que Ele estava sofrendo, tudo causava imensa dor no Seu Coração de Mãe.Unidos à dor que Maria sentiu nesta ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência todas as dores de nossas vidas, e para nos mantermos afastados do pecado.
1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai


Quinta dor de Nossa Senhora:
Maria fica de pé junto à Cruz de Jesus
Maria acompanhou de perto todo o sofrimento de Jesus na Cruz e assistiu de pé à sua morte: "junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cleofás, e Maria Madalena" (Jo 19, 25)
Unidos à dor que Maria sentiu nesta ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência todas as dores de nossas vidas, e para nos mantermos afastados do pecado.
1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai.




Sexta Dor de Nossa Senhora:
Maria recebe o corpo de Jesus morto em seus braços
Nossa Senhora da Piedade, é assim que o povo católico invoca Maria nesse momento da Paixão. Depois "tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em panos com os aromas, como os judeus costumam sepultar." (Jo 19, 40)
Unidos à dor que Maria sentiu nessa ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência todas as dores de nossas vidas, e para nos matermos afastados do pecado.
1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai

Sétima Dor de Nossa Senhora:
Maria deposita Jesus no Sepulcro
O sepultamento de Seu Divino Filho foi a última dor que Maria sentiu durante a Paixão. "No lugar em que ele foi crucificado havia um jardim, e no jardim um sepulcro novo, em que ninguém ainda fora depositado. Foi ali que depositaram Jesus." (Jo 19, 41-42)
Unidos à dor que Maria sentiu nesta ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência todas as dores de nossas vidas, e para nos mantermos afastados do pecado.
1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai.


 ORAÇÃO FINAL:
Estava a Mãe dolorosa Junto à Cruz, lacrimosa, Da qual pendia o seu Filho. Banhada em pranto amoroso, Neste transe doloroso, A dor lhe rasgava o peito. Estava triste e sofria Porque ela mesma via as dores do Filho amado. Quem não chora, vendo isto, Contemplando a Mãe do Cristo Em tão grande sofrimento? Dai-me, ó Mãe, fonte de amor, Que eu sinta a força da dor,
Para que eu chore contigo. Fazei arder meu coração Do Cristo Deus na paixão, Para que eu sofra com Ele. Quero contigo chorar E a Cruz compartilhar, Por toda a minha vida. Por Maria, amparado, Que eu não seja condenado No dia de minha morte. Ó Cristo, que eu tenha sorte,
No dia de minha morte Ser levado por Maria. E no dia em que eu morrer, Fazei com que eu possa ter a glória do Paraíso. Amém


Privilégios para quem pratica essa devoção:
Em revelação particular a Santa Brígida, devidamente aprovada pela Igreja, Nossa Senhora promete conceder sete graças para quem, cada dia, rezar sete Ave-Marias em honra das suas dores e lágrimas:

Eis as promessas:
•             Porei a paz em suas famílias;
•             Serão iluminados sobre os Divinos Mistérios;
•             Serão consolados em suas penas e os acompanharei nas suas aflições;
•             Tudo o que pedirem lhes será concedido, contanto que nada se oponha à vontade adorável do Meu Divino Filho e à santificação das suas almas;
•             Irei defendê-los nos combates espirituais contra o inimigo infernal e serão protegidos em todos os instantes da vida;
•             Irei assisti-los visivelmente no momento da morte e verão o rosto da Sua Mãe Santíssima;
•             Obtive do Meu Filho que, os que propaguem esta devoção (às Minhas Lágrimas e Dores), sejam transladados desta vida terrena à felicidade eterna, diretamente, pois terão todos os seus pecados apagados e o Meu Filho e Eu seremos a sua eterna consolação e alegria.



domingo, 18 de março de 2012

Reflexão 4º Domingo da Quaresma - 2012



Nosso período quaresmal está caminhando a todo vapor estamos na quarta semana. Este tempo é de conversão e busca de santificação não vamos perder tempo. Espero que estejamos dedicando assiduamente na oração, na penitência e no jejum. Jesus nos orienta que: “Quanto a (certa) espécie de demônio, só se pode expulsar à força de oração e de jejum”. (Mt 17, 20). Com isso nos orienta que a oração e jejum devem fazer parte de nossa vida. Mas somos muito relaxados em matéria espiritual e isso, muitas vezes, as coisas não andam como deveria, pois nossa fraqueza espiritual nos arrasta para as coisas do mundo e damos mais valor a estas que aquelas e é na oração e jejum que superamos todo obstáculo da vida.
É o que vemos na primeira leitura. Deus ama seu povo e cuida deles como um pastor cuida de seu rebanho, “Ora, o Senhor Deus de seus pais, dirigia-lhes freqüentemente a palavra por meio de seus mensageiros, admoestando-os com solicitude todos os dias, porque tinha compaixão do seu povo e da sua própria casa”. Mas o povo é cabeça dura e não dá atenção a Palavra de Deus proclamada pelos profetas. E as conseqüências vêem e ai nada podem fazer. Nabucodonosor invade Jerusalém destrói o templo, rouba toda riqueza e some com a Arca da Aliança e levam escravos todas as pessoas que lhe interessa. Somente depois de essa geração ter desaparecido que Deus suscita o Rei Ciro da Pérsia para trazer o povo de volta.
Importante vermos como Deus cuida de seu povo. Ensina, adverte, corrige, castiga, espera e depois suscita um rei de outro povo que nada tem a ver com o povo de Israel, que não pertence ao povo escolhido, para que traga “seu povo” de volta e reconstrua sua nação. Só Deus é assim, nada lhe escapa das mãos e conduz seu povo da melhor forma para aproximá-los d’Ele.
Se olharmos para nossa vida, será que muitas coisas acontecem é porque afastamos da vontade de Deus e Ele, que nos ama e nos quer a Seu lado, também não nos dá um corretivo para que possamos ver seu amor e sua face e voltarmos a Ele que é nosso Senhor? E que somente ao seu lado teremos a verdadeira felicidade? Pois bem, muitas vezes as pessoas falam que o mundo está perdido, que não tem mais remédio e que o homem vai destruir tudo e se destruir. Mas será? Será que Deus não está no “timão” da história conduzindo seu povo? E permitindo certas coisas para que o homem perceba a verdade e se volte a Ele? É isso que Deus faz em toda a história da humanidade.
Por isso que São Paulo nos fala: “Deus é rico em misericórdia. Por causa do grande amor com que nos amou, quando estávamos mortos por causa das nossas faltas, ele nos deu a vida com Cristo. É por graça que vós sois salvos”!. É sempre por graça, tudo é graça, pois tudo vem de Deus. Não tem nada que façamos que Deus não esteja junto caminhando conosco e nos favorecendo no caminho para irmos a Ele. É um Deus apaixonado que disputa nações por causa de seu povo. Que “Um homem possui cem ovelhas: uma delas se desgarra. Não deixa ele as noventa e nove na montanha, para ir buscar aquela que se desgarrou?”. (Mt 18, 12). Deus é incompreensível. Seu amor ultrapassa qualquer entendimento, jamais entenderemos Seu amor. Mas podemos viver, saborear, tocar em Seu amor sendo fiel e caminhado ao Seu lado como dois amigos caminhando numa jornada que dura a vida toda. É isso mesmo, é nessa jornada que vamos conhecendo-o e nos dando a conhecer. Quando a segunda leitura nos fala que “Com efeito, é pela graça que sois salvos, mediante a fé. E isso não vem de vós; é dom de Deus!”, vemos que crer é dom, assim cremos porque Deus nos dá a graça de crer. E Ele, durante quase dois mil anos foi se apresentando a nós até culminar em Jesus Seu único filho que se encarnou para mostrar a face de Deus e que n’Ele nós pudéssemos ver a nossa própria face. “Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna”. Em Jesus estamos salvos, iremos para a casa do Pai e o veremos tal qual Ele é. Fomos criados por seu amor, foi nos dado a fé para sermos capazes de crer, foi nos dado um Salvador para nos libertar do pecado, foi nos dado o Espírito Santo para nos conduzir e nos ensinar todas as coisas, foi nos dado a abundância de Seu amor para sermos felizes a partir deste mundo. O que mais queremos? O que mais precisamos? O que nos falta? Falta sim. Falta uma adesão radical de nossa parte fazendo com que tudo em nossa vida só tenha sentido se nos levar a experimentar esse grande amor e que a cada dia possa crescer em nós nos restituindo a imagem do criador que perdemos com o pecado. Assim temos muito que lutar. Para nos transformar no divino ao qual pertencemos. Neste caminho não estamos sós, o Céu está conosco.
“Senhor cria em nós um coração puro para podermos perceber a Ti em todos os momentos de nossa vida. Converte-me Senhor”.

Antonio ComDeus

sábado, 17 de março de 2012

Se fossemos... a Quaresma seria...

Se fossemos automóveis, a Quaresma seria o tempo de mudar o óleo e afinar o motor;

Se fossemos jardins, a Quaresma seria o tempo de fertilizar a terra e arrancar as ervas;

Se fossemos tapetes, a Quaresma seria o tempo de dar-lhes uma aspiradela;

Se fossemos baterias, a Quaresma seria o tempo de recarregá-las.

Mas não somos nenhuma dessas quatro coisas.

Somos pessoas que, quiçá, muitas vezes fazemos coisas erradas e precisamos de nos arrependermo-nos delas. Daí a necessidade de nos confessarmos.

Somos pessoas que muitas vezes nos deixamos levar pelo nosso egoísmo e que precisamos de começar a pensar nos outros. Daí a necessidade da esmola.

Somos pessoas que muitas vezes, perdemos de vista o fim para o qual fomos criados por Deus. Precisamos, pois, de recuperar a visão. Daí a necessidade da oração.
Essa é a razão pela qual celebramos a Quaresma.


segunda-feira, 12 de março de 2012

Fé por interesse


A religião do comércio de quem busca na Igreja títulos,votos,carreiras,honras,status, privilégios,utilizando-se de Deus para suas desonestidades,fazendo da prática religiosa um álibi para seus erros ou,simplesmente buscando a fé por interesse como na chamada teologia da prosperidade, tão em voga em nossos dias em discutíveis denominações religiosas.
Em nosso caminho quaresmal, Jesus nos mostra que Deus não é um cúmplice  que fecha os olhos às nossas injustiças, mas um Pai bondoso que nos indica e caminha conosco na vida da retidão.
Por isso meus amados façamos nossa conversão quaresmal com os olhos voltados para as coisas de Deus e não as do mundo que nos tem oferecido tantas atrações que não pertence ao Senhor.
Paz e bem!

sábado, 10 de março de 2012

Reflexão 3º Domingo da Quaresma - 2012



Neste domingo somos convidados a refletir sobre o grande amor de Deus pela humanidade, “um Deus ciumento”. Muito importante percebermos que Deus se coloca diante dos homens como um Deus pessoal, que se revela e dá a seus filhos todas as instruções de como o homem deve se portar diante d’Ele. Temos a receita. Sabemos tudo para estarmos em Deus e com Deus em todos os momentos de nossa vida. Ele é o todo poderoso, o eterno, o infinito, a própria perfeição. Mas sendo tudo isso se rebaixa e vem se mostrar aos seus para que nossa felicidade possa ser completa. Ele diz que o mal vai até a terceira geração e a graça até a milésima. Certamente é a forma de mostrar que sua benção é infinitamente maior que qualquer mal, assim podemos confiar no Senhor e seguir seus passos em total abandono. E para que o homem não se perca no caminho Ele dá os mandamentos que serve de direção e nos educa para sermos boas pessoas e para mantermos uma boa relação com o próximo, com Deus e com si mesmo.  Se percebermos - os três primeiros mandamentos se referem a Deus, desta forma sabemos como devemos tratá-Lo e lhe dar o culto de adoração no temor e respeitá-lo acima de tudo, afinal Ele se dá de forma pessoal, mas nós não podemos esquecer que Ele é Deus assim prestamos o culto no temor.

Temor não é ter medo, mas o respeito fruto da consciência de Sua grandeza e de nossa pequenez. Os outros sete se refere em nossa relação como próximo, nos dando toda a instrução de como ser uma pessoa perfeita em todas as áreas de nossa vida. Vejamos o cuidado de Deus que durante quase dois mil anos – de Abraão até Jesus – cuidou de seu povo e trouxe toda instrução necessária para que o homem encontrasse a verdadeira felicidade, infelizmente o homem não quis ouvir a Deus e traçou seu próprio caminho gerando a degradação do ser e atraindo pra si a desgraça de suas próprias ações.
Se olharmos no evangelho podemos perguntar por que Jesus ficou tão irado com os vendedores no templo? Afinal não se pode vender nada no templo?  Muitas vezes baseamos nesta passagem para condenar o que acontece hoje nos santuários católicos. Mas veja bem este caso é diferente. Após o exílio da Babilônia (587 – 538) o que predominou na direção do povo de Israel foram os sacerdotes o que chamamos período sacerdotal. Estes impuseram sobre o povo a lei do Puro e Impuro, com isto muitas normas e leis que deveriam ser cumpridas ao pé da letra. Assim tornaram legalistas (cumpridores das leis), mas o amor e a misericórdia já não faziam parte de suas vidas. Ai esta a gravidade dessas leis.
Bem, quando uma pessoa ficasse impura teria que ir ao templo cambiar o seu dinheiro com o dinheiro do templo que era uma moeda específica e sagrada e comprar dos vendedores do templo o animal para o sacrifício e levar para o sacerdote para a oferenda. Toda essa trama estava sob o poder dos sacerdotes que lucravam: no câmbio; na venda dos animais e no sacrifício, pois a maior parte do animal do sacrifício era levado para a feira e vendido como carne para o povo. Esse sistema era abominável diante de Deus e Jesus quer mostrar a indignação de Deus para com esse sistema de exploração inventado pelos dirigentes do povo. Diante desse episódio Jesus revela que agora é seu corpo o verdadeiro templo aquele que tem o poder de libertar o homem do pecado e da morte. Os apóstolos só foram entender isso depois a ressurreição.
E nós entendemos? Que a verdadeira religião não está em práticas de normas, mas na relação pessoal com aquele que pode nos libertar do pecado e da morte? Temos que rever nossa vida de fé se estamos seguindo Jesus por interesses pessoais ou porque queremos cultivar uma vida de amor numa relação pessoal que gere amizade e comprometimento. Os Dez mandamentos são importantes em nossa vida como marcas no caminho para sermos boas pessoas, mas a salvação está em Jesus e é com Ele que temos que travar uma vida de amor, de conhecimento, de experiências espirituais que nos leva a experimentar o céu, saborear as coisas espirituais. Afinal disse Jesus: “Eles não são do mundo, como também eu não sou do mundo”. (Jo 17, 16). Empenhemos nesta quaresma em buscarmos mais tempo de oração, de escuta, de estarmos com nosso Amor por mais tempo na intimidade, só assim iremos conhecer o lugar onde iremos viver por toda eternidade.
Não somos deste mundo, aqui é só passagem.
Antonio ComDeus.   

quinta-feira, 24 de março de 2011

Aproveitando a Campanha da Fraternidade 2011...

"Fraternidade e a vida no planeta"

"A criação geme em dores de parto"




EM ALGUNS LUGARES ELA JÁ NÃO EXISTE MAIS


World Water Crisis  book Blue   Planet Run safe drinking water     to the one billion people who lack it
Deli, Índia. Todos querem, apenas, um pouco de água...

World Water Crisis  book Blue   Planet Run safe drinking water     to the one billion people who lack it
Dois Sudaneses bebem água dos pântanos, com tubos plásticos,

especialmente concebidos para este fim,com filtro para filtrar

as larvas flutuantes, responsáveis pela enfermidade da lombriga da Guiné.

O programa distribuiu milhões de tubos e já conseguiu reduzir em 70%

esta enfermidade debilitante.

World Water Crisis  book Blue   Planet Run safe drinking water     to the one billion people who lack it
Os glaciares que abastecem a Europa de água potável perderam mais da metade

do seu volume, no século passado. Na foto, trabalhadores da estação de esqui

do glacial de Pitztal, na Áustria, cobrem o glacial com uma manta especial para

proteger a neve e retardar o seu derretimento, durante os meses de Verão...


World Water Crisis  book Blue   Planet Run safe drinking water     to the one billion people who lack it
As águas do delta do rio Níger são usadas para defecar, tomar banho,

pescar e despejar o lixo.

World Water Crisis  book Blue   Planet Run safe drinking water     to the one billion people who lack it
Água suja em torneiras residenciais, devido ao avanço indiscriminado do desenvolvimento.

World Water Crisis  book Blue   Planet Run safe drinking water     to the one billion people who lack it

Aldeões na ilha de Coronilla, Quénia, cavam poços profundos em busca do

precioso líquido, a apenas 300 metros do mar. A água é salobra.



World Water Crisis  book Blue   Planet Run safe drinking water     to the one billion people who lack it

Aquele que foi o quarto maior lago do mundo, agora é um cemitério poeirento
de embarcações que nunca mais zarparão...



VALORIZE A ÁGUA!
EM ALGUNS LUGARES, ELA NÃO EXISTE MAIS...


enviado por Email pela Catequista Grazielle de Jesus.















segunda-feira, 21 de março de 2011

Caminhar é preciso.




Jesus,Mestre itinerante, que no último domingo enfrentara o demônio e fora servido pelos anjos no deserto, hoje nos conduz até a montanha santa. Lá, sob o testemunho de Moisés e Elias, e na presença de Pedro, Tiago e João revelará, como num flash, o esplendor de sua divindade, fazendo-os experimentar uma antevisão do céu.Acostumados com a proximidade do convívio diário, os discípulos descobrem agora a outra face de Jesus. No Tabor, revelando sua glória. O Senhor os prepara para a longa peregrinação que culminara em outra montanha, o Calvário onde, na aparência do homem das dores, manifestará a plenitude de sua glória, obediente até a morte, amando-nos até o fim, salvando da morte eterna a humanidade, pois " a Glória de Deus é o homem vivo" (Santo Irineu).
Os apóstolos aprenderão que aquele que, tendo descido da glória do céu e se humilhado, tomando a condição de escravo, tornando-se semelhante aos homens, menos no pecado, não cederá ao desejo de permanecer na segurança inerte da montanha. Caminhar é preciso e Jerusalém os espera. Já o patriarca Abraão, confiando unicamente numa palavra, abandonou todas as suas seguranças: saiu de sua terra e se lançou no desconhecido, tendo como única certeza a Palavra que não decepciona.
Quaresma é tempo de caminhar, de peregrinar do homem velho - como nos diz São Paulo - para o homem novo. Para isso há que vencer nossos comodismos, reafirmar com nossos atos as promessas que um dia foram feitas em nosso nome no Batismo e, assim como Abraão que peregrina de Ur da Caldéia rumo à terra prometida, caminhar com Jesus em demanda do Reino de Deus que já começa aqui e agora.
Não tenhamos medo de encetar este percurso que acontece dentro do nosso coração!
Da prisão, escrevendo a Timóteo, o Apóstolo São Paulo recorda que Deus nos chamou à uma vocação santa, e destruindo a morte, fez brilhar em nós a vida e a mortalidade, por meio do Evangelho.

texto para reflexão retirado do folheto da missa.
Pax e Bem a todos.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Viver a Quaresma... purifica a alma!






No ano litúrgico existem os tempos fortes, onde Deus derrama a sua graça. A quaresma é um destes tempos, que é voltado para CONVERSÃO.
Deus todos os anos, através da Igreja, nos convida a 40 dias de penitência, a fim de que limpemos nossos pecados e nos preparemos para a passagem, vivendo assim o centro da nossa vida espiritual, ou seja, a passagem da vida de pecado para vida nova em Deus, a PÁSCOA. Este tempo é um tempo de retiro das coisas que nos levam a pecar. Sendo assim, como viver este tempo? Se abstendo de festas, da atenção que disperse a nossa purificação, das coisas que nos deixam levar pelo simples prazer mundano. Devemos nos retirar para oração e jejum. A partir deste retiro Deus se revelará de um modo que nós nunca O percebemos.É o tempo oportuno onde a graça se faz presente. E como fazer isso? A Igreja responde o que Cristo ensinou: "É necessário orar bsempre sem jamais deixar de faze-lo"(Lc 18,1b); "Vigiai e orai para que não entreis em tentação"(Mt 26,41a); "Pedi e se vos dará" (Mt 7,7). E São paulo recomendou: "Orai sem cessar"(1Ts 5,17).

Texto : Waldney Melo (catequista Paróquia Santa Edwiges).

sexta-feira, 11 de março de 2011

«Então, hão-de jejuar.» Papa Bento XVI


Papa Bento XVI
Mensagem para a Quaresma de 2009 (trad. © Libreria Editrice Vaticana)


No Novo Testamento, Jesus ressalta a razão profunda do jejum: [...] «Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus» (Mt 4, 4). O verdadeiro jejum tem portanto como finalidade comer o «verdadeiro alimento», que é fazer a vontade do Pai (cf. Jo 4, 34). Portanto, se Adão desobedeceu ao mandamento do Senhor «de não comer o fruto da árvore da ciência do bem e do mal», com o jejum o crente deseja submeter-se humildemente a Deus, confiando na Sua bondade e misericórdia. [...]

Nos nossos dias, a prática do jejum parece ter perdido um pouco do seu valor espiritual e ter adquirido antes, numa cultura marcada pela busca da satisfação material, o valor de uma medida terapêutica para a cura do próprio corpo. Jejuar sem dúvida é bom para o bem-estar, mas para os crentes é em primeiro lugar uma «terapia» para curar tudo o que os impede de se conformarem com a vontade de Deus. [...]

Com o jejum e com a oração permitimos que Ele venha saciar a fome mais profunda que vivemos no nosso íntimo: a fome e a sede de Deus. Ao mesmo tempo, o jejum ajuda-nos a tomar consciência da situação na qual vivem tantos irmãos nossos. Na sua Primeira Carta, São João admoesta: «Aquele que tiver bens deste mundo e vir o seu irmão sofrer necessidade, mas lhe fechar o seu coração, como estará nele o amor de Deus?» (3, 17). Jejuar voluntariamente ajuda-nos a cultivar o estilo do Bom Samaritano, que se inclina e socorre o irmão que sofre. Escolhendo livremente privar-nos de algo para ajudar os outros, mostramos concretamente que o próximo em dificuldade não nos é indiferente. Precisamente para manter viva esta atitude de acolhimento e de atenção para com os irmãos, encorajo as paróquias e todas as outras comunidades a intensificar na Quaresma a prática do jejum pessoal e comunitário, cultivando de igual modo a escuta da Palavra de Deus, a oração e a esmola. Foi este, desde o início o estilo da comunidade cristã.