sábado, 10 de março de 2012

Reflexão 3º Domingo da Quaresma - 2012



Neste domingo somos convidados a refletir sobre o grande amor de Deus pela humanidade, “um Deus ciumento”. Muito importante percebermos que Deus se coloca diante dos homens como um Deus pessoal, que se revela e dá a seus filhos todas as instruções de como o homem deve se portar diante d’Ele. Temos a receita. Sabemos tudo para estarmos em Deus e com Deus em todos os momentos de nossa vida. Ele é o todo poderoso, o eterno, o infinito, a própria perfeição. Mas sendo tudo isso se rebaixa e vem se mostrar aos seus para que nossa felicidade possa ser completa. Ele diz que o mal vai até a terceira geração e a graça até a milésima. Certamente é a forma de mostrar que sua benção é infinitamente maior que qualquer mal, assim podemos confiar no Senhor e seguir seus passos em total abandono. E para que o homem não se perca no caminho Ele dá os mandamentos que serve de direção e nos educa para sermos boas pessoas e para mantermos uma boa relação com o próximo, com Deus e com si mesmo.  Se percebermos - os três primeiros mandamentos se referem a Deus, desta forma sabemos como devemos tratá-Lo e lhe dar o culto de adoração no temor e respeitá-lo acima de tudo, afinal Ele se dá de forma pessoal, mas nós não podemos esquecer que Ele é Deus assim prestamos o culto no temor.

Temor não é ter medo, mas o respeito fruto da consciência de Sua grandeza e de nossa pequenez. Os outros sete se refere em nossa relação como próximo, nos dando toda a instrução de como ser uma pessoa perfeita em todas as áreas de nossa vida. Vejamos o cuidado de Deus que durante quase dois mil anos – de Abraão até Jesus – cuidou de seu povo e trouxe toda instrução necessária para que o homem encontrasse a verdadeira felicidade, infelizmente o homem não quis ouvir a Deus e traçou seu próprio caminho gerando a degradação do ser e atraindo pra si a desgraça de suas próprias ações.
Se olharmos no evangelho podemos perguntar por que Jesus ficou tão irado com os vendedores no templo? Afinal não se pode vender nada no templo?  Muitas vezes baseamos nesta passagem para condenar o que acontece hoje nos santuários católicos. Mas veja bem este caso é diferente. Após o exílio da Babilônia (587 – 538) o que predominou na direção do povo de Israel foram os sacerdotes o que chamamos período sacerdotal. Estes impuseram sobre o povo a lei do Puro e Impuro, com isto muitas normas e leis que deveriam ser cumpridas ao pé da letra. Assim tornaram legalistas (cumpridores das leis), mas o amor e a misericórdia já não faziam parte de suas vidas. Ai esta a gravidade dessas leis.
Bem, quando uma pessoa ficasse impura teria que ir ao templo cambiar o seu dinheiro com o dinheiro do templo que era uma moeda específica e sagrada e comprar dos vendedores do templo o animal para o sacrifício e levar para o sacerdote para a oferenda. Toda essa trama estava sob o poder dos sacerdotes que lucravam: no câmbio; na venda dos animais e no sacrifício, pois a maior parte do animal do sacrifício era levado para a feira e vendido como carne para o povo. Esse sistema era abominável diante de Deus e Jesus quer mostrar a indignação de Deus para com esse sistema de exploração inventado pelos dirigentes do povo. Diante desse episódio Jesus revela que agora é seu corpo o verdadeiro templo aquele que tem o poder de libertar o homem do pecado e da morte. Os apóstolos só foram entender isso depois a ressurreição.
E nós entendemos? Que a verdadeira religião não está em práticas de normas, mas na relação pessoal com aquele que pode nos libertar do pecado e da morte? Temos que rever nossa vida de fé se estamos seguindo Jesus por interesses pessoais ou porque queremos cultivar uma vida de amor numa relação pessoal que gere amizade e comprometimento. Os Dez mandamentos são importantes em nossa vida como marcas no caminho para sermos boas pessoas, mas a salvação está em Jesus e é com Ele que temos que travar uma vida de amor, de conhecimento, de experiências espirituais que nos leva a experimentar o céu, saborear as coisas espirituais. Afinal disse Jesus: “Eles não são do mundo, como também eu não sou do mundo”. (Jo 17, 16). Empenhemos nesta quaresma em buscarmos mais tempo de oração, de escuta, de estarmos com nosso Amor por mais tempo na intimidade, só assim iremos conhecer o lugar onde iremos viver por toda eternidade.
Não somos deste mundo, aqui é só passagem.
Antonio ComDeus.   

3 comentários:

Maria Luiza disse...

Rosane, por pouco eu não postei esse texto e essa foto, que vem no meu e-mail. Você fez bem, pois ela é um comentário fantástico da 1ª Leitura. Gostei muito desse questionamento que ele suscita:
"Temos que rever nossa vida de fé se estamos seguindo Jesus por interesses pessoais ou porque queremos cultivar uma vida de amor numa relação pessoal que gere amizade e comprometimento. Muito bacana! Bjbjbj!!!

Angela disse...

Olá, amiga Rosane!
Estou passando em seu cantinho cheio de luz para desejar a você e à sua família uma semana abençoada e muito feliz!
Um grande abraço, com todo o meu carinho,
Angela

catequizando com amor spa disse...

obrigado querida Rosane pelo seu carinho é muito bom ser lembrada por vc,mil bjos fica com Deus

Postar um comentário