quinta-feira, 28 de março de 2013

Papa Francisco



Foto divulgada pelo L'Osservatore Romano mostra papa Francisco lavando o pé de detento em reformatório juvenil de Casal del Marmo, Roma



O papa Francisco lavou os pés de 12 detentos de um centro juvenil em um ritual da Quinta-Feira Santa que ele celebrou durante anos como arcebispo e manteve agora que é pontífice . Dois dos 12 eram mulheres jovens, uma escolha incomum dado que o rito se refere a quando Jesus lavou os pés de seus apóstolos homens.
A missa foi celebrada no reformatório Casal del Marmo em Roma, onde 46 jovens e mulheres estão atualmente detidos. Muitos são ciganos e migrantes do norte da África, e o Vaticano disse que os 12 selecionados para o rito não eram necessariamente católicos.
Como os detentos são em sua maioria menores - o local mantém pessoas entre 14 e 21 anos -, o Vaticano e o Ministério de Justiça da Itália limitaram o acesso da imprensa. Mas a Rádio do Vaticano transmitiu a cerimônia ao vivo, e Francisco disse aos detentos que Jesus lavou os pés de seus apóstolos na véspera da crucificação em um gesto de amor e serviço.
"Se o Senhor lavou os pés de seus apóstolos, vocês deveriam fazer o mesmo um com o outro", disse Francisco em sua homilia. "Dei-lhes o exemplo para que possam fazer o mesmo."
Quando era arcebispo de Buenos Aires, o ex-cardeal Jorge Mario Bergoglio celebrava o ritual do lava-pés em prisões, hospitais ou hospícios - parte de seus serviço aos pobres e aos mais marginalizados da sociedade. É uma mensagem de que ele mantém esse compromisso agora que é papa, dizendo que quer uma igreja "para os padres".

segunda-feira, 25 de março de 2013

Homilia do Domingo de Ramos




Domingo de Ramos - 2013

   Este dia caracteriza-se por um clima de festa e triunfo, mas se inicia com o Hosana e culmina no crucifica-o!
   É o mistério de Deus que manifesta Jesus doando-se por nós todo e todos os homens e mulheres de todos os tempos. Compreendendo a vontade o Pai, percebeu que era chegada há sua hora, amando-nos com amor infinito.
   Quem fez Jesus morrer?Tu és aquele homem! Judas que trai; Pedro que renega; Pilatos que lava as mãos, o povo que se aquece ao fogo, os soldados que dividem a túnica do condenado, os ladrões: atrás de todos eles há multidões e lá estamos nós também.
   Hoje, o processo entre Jesus ainda permanece. Permanece no processo contra os Judeus de todos os tempos. E para nós cristãos, o processo de Jesus e sua Paixão continuam e se renovam em cada discípulo e em cada homem que sofre e é perseguido, como Jesus, e é renovado por qualquer pessoa que se abandona ao pecado, pois com isto se prolonga o grito: Não! A este não!Mas a Barrabás! Crucifica-o!
   Cabe a nós escolher com que atitude queremos entrar na história da Paixão de Cristo: Com atitude de Cirineu, que se coloca ao lado de Jesus, ombro a ombro, para carregar com ele o peso da cruz; com a atitude das mulheres que choram do centurião que bate no peito e de Maria que fica silenciosa ao pé da cruz, ou se queremos entrar com atitude de Judas, de Pedro, de Pilatos e daqueles que “olham de longe” para ver como irá terminar aquele episódio.
   A pedra colocada na entrada do sepulcro de Jesus rolou. Jesus Ressuscitou! Contudo, enquanto dura este mundo de dor e pecado, ele está ainda misteriosamente no sepulcro; não ressuscitou ainda totalmente.
   “Ele”-escreve um autor do século II - “está na prisão, está no sepulcro, está sendo ofendido,porque com aqueles que sofrem, sofre ele também.
   Toda a nossa vida é, em certo sentido, uma “Semana Santa” se a vivermos com coragem e fé, na espera do ‘oitavo dia’ que é o grande domingo do repouso e da glória eterna.
   Neste tempo, Jesus nos repete o convite que dirigiu a seus discípulos no Horto das Oliveiras:
Ficai aqui e vigiai comigo (Mt 26,38)


(Cf. Romiero Cantalamesse, o verbo se faz carne, Ed. Ave Maria, 2012-pag. 799-802)

Homília feita pelo nosso pároco Pe.Givanildo Luiz

sexta-feira, 22 de março de 2013

PROGRAMAÇÃO DA SEMANA SANTA

Amados a paz de Jesus e o amor de Maria!
para quem não conseguiu pegar o folheto com a programação da Paróquia para Semana Santa está é a oportunidade de se manter informado com a nossa programação.
Lembrando que na sexta-feira dia 29/03 ás 09:00hs temos a vigília e adoração com as crianças da catequese,pedimos aos pais que não faltem.


SEMANA SANTA

18/03 - SEGUNDA-FEIRA

19:00h – Confissões para Páscoa

24/03-DOMINGO
Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor
07:00h – Concentração em frente à praça do Country –Benção dos Ramos e Procissão.

25/03- SEGUNDA-FEIRA

19:00h – Missa

26/03 – TERÇA-FEIRA

19:00h-             Missa
              “As Dores de Maria”

27/03 – QUARTA-FEIRA

19:00h - Missa



28/03-QUINTA-FEIRA SANTA

09:00h - Missa dos Santos Óleos na Catedral

19:00h - Missa da Instituição da Eucaristia e Rito  do  lava-pés  e  Transladação  do Santíssimo.Adoração a noite toda.

29/03 - SEXTA-FEIRA SANTA

15:00h - Celebração da Paixão na Paróquia logo após Via- Sacra pelas ruas do bairro.

30/03 - SÁBADO SANTO

19:00h - Vigília da Ressurreição

31/03 - DOMINGO DE PÁSCOA

07:00h - Missa de Páscoa
09:00h - Missa de Páscoa
19:00h - Missa de Páscoa

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

'O Senhor parecia dormir'






Papa Bento XVI.
"Tive momentos de alegria e de luz, mas também momentos que não foram fáceis... momentos turbulentos e ventos contrários, como em toda a história da Igreja, em que o Senhor parecia dormir"

"Dei este passo na plena consciência de sua gravidade e novidade,mas com uma profunda tranquilidade no espírito"

"Amar a igreja significa também ter a coragem de tomar decisões difíceis,tendo sempre em vista o bem da Igreja e não de si próprio"
"Nestes últimos meses senti que as minhas forças tinham diminuído e pedi a Deus com insistência,na oração, que me iluminasse com a sua luz para me fazer tomar a decisão mais justa,não para o meu bem,mas para o bem da Igreja"

Amados lendo o jornal hoje me deparei com essas frases dita pelo nosso amado Papa Bento XVI, e pensei como tantas vezes eu também me senti dessa maneira como se Deus não estivesse ali, e me coloquei em oração,pedindo perdão a Deus por duvidar que por algum momento ele não estivesse ao meu lado,e acho que Ele ao me ver dessa maneira deve ter dito o mesmo que disse aos apóstolos "Por que esse medo,gente de pouca fé?"mas somos humanos e muitas das vezes deixamos que o medo tome conta,quando o Papa diz nesta última frase que pediu a Deus com insistência nas orações para que o Senhor o iluminasse para que a decisão fosse para o bem da Igreja e não o dele,isso para mim foi divinamente humano amor à Deus,sabedoria divina que é o que cada um de nós deveríamos pedir sempre ao Senhor,nos momentos de tribulação que passamos na nossa vida,pra mim esta´é a mensagem que o nosso Papa Bento XVI nos deixa ao renunciar,Deus deu a a ele uma grande sabedoria para o bem da Santa Igreja e de todos nós católicos que agora estaremos intensificando ainda mais as nossas orações para que a nossa Igreja e o novo Papa sejam  a Luz de Cristo em nossas vida.
Paz e Bem a todos.
Rosane Viana.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

ONDE ESTAVA DEUS DURANTE A TRAGÉDIA DE SANTA MARIA-RS?



(Padre Juarez)

Minha sobrinha de 18 anos, a mesma idade daqueles que foram mortos nesta tragédia me perguntou à queima roupa: Tio, onde estava Deus na hora do incêndio?
Percebi um misto de revolta e respeito ao me questionar daquela forma. Na verdade ela não entendia porque Deus não havia feito nada afinal ela tinha aprendido, na catequese, que Deus estava ao nosso lado o tempo todo. A dúvida dela é a mesma de milhões de pessoas que ficaram perplexas diante das cenas que se repetiam na televisão. Corpos sem vidas sendo retirados daquele lugar. Jovens com seus futuros interrompidos por uma tragédia. Mas por quê?
Em nossa visão achamos que Deus deveria ter feito algo e apagado o fogo ou, quem sabe, agido de maneira milagrosa para que as paredes da boate caíssem como caíram as muralhas de Jericó. Não, as coisas não acontecem dessa forma.
Ter Deus ao nosso lado não significa que não passaremos pelas dores ou momentos difíceis. A presença de Deus em nossa vida não nos isenta do sofrimento. Viver em Deus não é caminho largo sem dor. A dor e o sofrimento fazem parte da nossa vida por causa da nossa limitação, seremos livres deles totalmente quando, um dia, vivermos em Deus. Mas enquanto caminhamos nesta terra imperfeita e limitada estaremos à mercê do sofrimento e da dor. A diferença está em que aquele que vive uma vida na fé e em Deus encara e supera o sofrimento de forma diferente. O que vive pela fé não é vencido pela dor e pelas tribulações, mas supera tudo isso porque Deus está ao seu lado. Aquele apóstolo também sentiu isso, ele não foi poupado do sofrimento, mas tinha certeza da sua vitória: “Em tudo somos oprimidos, mas não sucumbimos. Vivemos em completa penúria, mas não desesperamos. Somos perseguidos, mas não ficamos desamparados. Somos abatidos, mas não somos destruídos”. (2Cor 4,8-9). Ter Deus ao nosso lado não nos livra da dor, mas nos dá condições de superá-la.
Disse tudo isso à minha sobrinha que ainda permanecia em dúvida e retrucou: “entendi, mas por que Deus não fez alguma coisa para evitar aquilo tudo?”
Sei que esta é a pergunta que todos estão fazendo porque fomos criados pensando que Deus deve fazer tudo por nós. Felizmente não é assim. Digo felizmente porque Deus nos criou para que tivéssemos um relacionamento de amor com ele. Ele nos ama e nós o amamos. Ora, para que isso aconteça deve haver liberdade. Caso contrario não seria amor e sim pura obediência. Amamos a Deus com tanta liberdade que podemos até rejeitá-lo, caso seja essa nossa escolha. Por causa disso Deus não intervém na nossa história a todo o momento. Fazemos o nosso caminho a partir daquilo que apreendemos do seu amor, temos a sua força que nos impele a superar os momentos difíceis, mas não somos parte de um brinquedo de Deus, onde Ele controla tudo com um joystick como se fosse um daqueles joguinhos de computador.
Se acontecerem tragédias, acidentes e ataques terroristas Deus não é o culpado. Até entendo que diante de uma falta de explicação para os fatos tentemos buscar um culpado e não achando ninguém culpamos a Deus. Mas as tragédias acontecem por negligência, por falta de responsabilidade ou porque não se observaram regras básicas de segurança, no caso, acender um artefato explosivo num ambiente fechado. Os acidentes são frutos do desgaste de peças e de falhas humanas e os ataques terroristas, frutos da maldade do coração dos homens. Deus não participa disso.
Mas onde estava Deus? É melhor que mudemos a pergunta pra “Onde está Deus neste momento?”
Deus está nas milhares de pessoas que são solidárias e rezam por essas famílias. Ele está nas centenas de voluntários que se uniram para ajudar. Deus se encontra naqueles que entraram na boate, em chamas, para resgatar os que estavam ali. Deus permanece no coração daqueles que choram e ao mesmo tempo enxuga as lágrimas de um pai ou mãe inconsoláveis. Deus estará no coração de cada parente ou amigo daqueles jovens fazendo com que eles possam retomar as suas vidas. Deus estará na voz daqueles que irão denunciar as péssimas condições de segurança de locais semelhantes à esta boate para que outras tragédias não venham acontecer mais.
Deus deve estar em seu coração neste momento, para que você se una a essas famílias e reze por elas. Deus deve estar em seu coração, neste momento para que você procure alguém que esteja sofrendo para consolar e ajudar.
Deus pode fazer tudo, mas prefere fazer tudo através de você.

Padre Juarez Castro

Li este lindo texto do Pe.Juarez Castro através de um Email da Paula Teixeira ,dos catequistas virtuais e achei tão verdadeiro que por sugestão da Sheila resolvi compartilhar aqui no meu blog,espero que como em mim ele faça maravilhas em todos vocês.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Uma flor rara




Havia uma jovem muito rica, que tinha tudo:
Um marido maravilhoso, filhos perfeitos, um emprego que lhe pagava muitíssimo bem, uma família unida.
O estranho é que ela não conseguia conciliar tudo isso, o trabalho e os afazeres lhe ocupavam todo o tempo e a sua vida estava deficitária em algumas áreas. Se o trabalho lhe consumia muito tempo, ela tirava dos filhos, se surgiam problemas, ela deixava de lado o marido...
E assim, as pessoas que ela amava eram sempre deixadas para depois. Até que um dia, seu pai, um homem muito sábio, lhe deu um presente: uma flor muito cara e raríssima, da qual havia um apenas exemplar em todo o mundo.
E disse a ela:
- Filha, esta flor vai te ajudar muito mais do que você imagina!
Você terá apenas que regá-la e podá-la de vez em quando, ás vezes conversar um pouquinho com ela, e ela te dará em troca esse perfume maravilhoso e essas lindas flores.
A jovem ficou muito emocionada, afinal a flor era de uma beleza sem igual. Mas o tempo foi passando, os problemas surgia, o trabalho consumia todo o seu tempo, e sua vida, que continuava confusa, não lhe permitia cuidar da flor.
Ela chegava em casa, olhava a flor e as flores ainda estavam lá, não mostravam sinal de fraqueza ou morte, apenas estavam lá, lindas, perfumadas. Então ela passava direto. Até que um dia, sem mais nem menos, a flor morreu. Ela chegou em casa e levou um susto!
Estava completamente morta, suas raízes estavam ressecadas, suas flores caídas e suas folhas amarelas.
A jovem chorou muito, e contou a seu pai o que havia acontecido. Seu pai então respondeu:
- Eu já imaginava que isso aconteceria, e eu não posso te dar outra flor, porque não existe outra igual a essa, ela era única, assim como seus filhos, seu marido e sua família. Todos são bênçãos que o Senhor te deu, mas você tem que aprender a regá-los, podá-los e dar atenção a eles, pois assim como a flor, os sentimentos também morrem. Você se acostumou a ver a flor sempre lá, sempre florida, sempre perfumada, e se esqueceu de cuidar dela. Cuide das pessoas que você ama!
E você? Tem cuidado das bênçãos que Deus tem te dado?
Lembre-se da flor, pois como ela são as bênçãos do Senhor: Ele nos dá, mas nós é que temos que cuidar delas.

Autor Desconhecido 


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

A semente da fé


Esta maneira de ensinar era comum na época, mas Jesus se diferenciava dos rabinos, porque Ele queria transformar seus ouvintes, enquanto estes últimos utilizavam a parábola apenas para a interpretação da lei. Falava-se alegoricamente de uma situação semelhante à vida real para que os interlocutores interpretassem a mensagem. Muitas vezes podia se tornar um teste de sabedoria.
Entre os exemplos utilizados pelo Divino Mestre, encontra-se a comparação da pequena semente de mostarda com a fé que os discípulos deveriam possuir: "Os apóstolos disseram ao Senhor: Aumenta-nos a fé! Disse o Senhor: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te no mar, e ela vos obedecerá" (Lc 17,5-6).
Os apóstolos viam a necessidade de aumentar sua fé, pois à medida que Jesus ia lhes revelando o que deveriam fazer, percebiam sua incapacidade de realizá-lo. Por isso, o Mestre "faz menção da mostarda, porque sua semente, ainda quando é pequena, é a mais fecunda de todas. Dá a conhecer, portanto, que um pouco de sua fé pode muito".1
Em outra ocasião, para mostrar a expansão do Reino que Ele veio trazer, Jesus utiliza-se novamente desta sementinha: "Em seguida, propôs-lhes outra parábola: O Reino dos céus é comparado a um grão de mostarda que um homem toma e semeia em seu campo. É esta a menor de todas as sementes, mas, quando cresce, torna-se um arbusto maior que todas as hortaliças, de sorte que os pássaros vêm aninhar-se em seus ramos" (Mt 13,31.32).

Nosso Senhor se refere aqui ao trabalho que os apóstolos iriam realizar a fim de anunciar o Reino de Cristo: "Quis o Senhor com isto dar uma prova de sua grandeza, pois assim exatamente - disse - sucederá com o anúncio do reino de Deus. Em verdade, os discípulos do Senhor eram os mais débeis, os menores entre os homens; mas como havia neles uma grande força, esta se soltou e se difundiu".2 E em sua sombra - a Igreja - muitos pássaros virão abrigar-se. Nesta parábola, os pássaros representam os povos que aceitarão a pregação dos apóstolos e entrarão no Reino de Deus.

Mesmo empregando esta linguagem conhecida na época, muitas vezes, os discípulos Lhe pediam que explicasse a parábola pronunciada, e isto era feito, pois no futuro eles seriam os grandes propagadores deste Reino e fiéis depositários destes dons recebidos do próprio Deus.

Que pelo menos tenhamos a fé do tamanho de uma semente de mostarda, para que a Igreja, através de seus sacramentos, possa regá-la e protegê-la, fazendo-a crescer e frutificar na caridade tanto nesta vida quanto na eternidade.

Por Thiago de Oliveira Geraldo - Professor de Introdução à Sagrada Escritura (ITTA)  

Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/37926-A-semente-da-fe#ixzz2IbcbyS60 
Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.
 

Para todos os Catequistas, que a nossa fé seja como esse pequeno grão de mostarda, e que possamos semear no coração dos nossos catequizando esse grande amor ,que Deus abençoe a todos.